As ruas, esquinas da cidade. Sei do que estou falando. Garotos a pedirem um pedaço de pão, mas são as pedras que estão queimando. O corpo frio e suado, as marcas das noites viradas estampadas nos rostos cadavéricos. Mas se sorriem, estas ainda reluzem da mais doce e sábia fase da vida; a infância. Não, não ainda fora perdida. Talvez esquecida. E assim, eles também se sentem, esquecidos. Esquecendo - se de si mesmos por final. Lembrando de sensações fisiológicas no grosso e largo trago da madrugada. Traz isso, sentimento de vida, mas não de vivência. É o estar naquele momento, e não o estando. Consumindo a sua própria lembrança de que é apenas uma criança..

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