Disse eu te amo
Eu disse eu te amo, quando nasci para o mundo. Quando senti medo do escuro. Quando brinquei no muro. Quando briguei na escola. Quando recebi esporro em casa. Quando amigos encontrei. Quando amigos decepcionei. Quando fui traído. Quando fui mal recebido. Quando tive vitórias. Quando tive derrotas. Quando errei. Quando caí. Quando menti. Quando fui sincero. Quando chorei. Quando disse "eu te odeio " e quando também escutei. Quando beijei. Quando amei. Quando vibrei. Quando morri, agradeci por sentimentos que vivi e por amor sentir.
E continuando ...
Vasos quebrados fora o que encontrara logo na entrada. Passos cautelosos e minuciosos garantiam a perplexidade diante de seus olhos. Enquanto isso, ouvia sua consciência, que quase a levá - la ao surto. Parou. Caminhou até a janela, passou as mãos sobre os cabelos , quem visse era incapaz de saber o que acontecera. Mas esse interlocutor lê seus profundos pensamentos. Caía num abismo de um labirinto e a única saída seria chorar. Ouve - se a porta bater. Será que ele ainda estava aborrecido? E nada mais aconteceu.
Ter um bom dia
Deitado, seu corpo é separado do macio concreto por apenas um fino tecido de não menos que 2 metros. É sublime, extasiante a sensação. Horizonte, ondas esculturadas pelos deuses gregos ( ou como preferir sua crença ) vêem beijar as úmidas areias da praia. A cor do oceano refletido do azul celeste hipnotiza seus olhos. A lua brilhante, alegra - o. " Esta mesma seria capaz - pensa e acredita - de cegar observadores invejosos" .Aurora está perto. Assim como Almina. Ele terá um bom dia.
Primeiro abraço
Lembrança, sentimento esvairecido como todas as nuvens que desenham os céus. Inesgotável, mundanas formas torna para amargurar. Doce águas afluir de rostos porcelanos, coronários apertos. Tormento. Vivo, eu me sinto. Um abraço escondido, um sorriso extraído. Encontro solitário.
Fissura
Começar começando no começo do início. Iniciando no iniciado momento corrido. Correr numa corrida de coelhos magníficos. Pintar pinturas num quadro colorido. Alucinações de um louco maníaco. Ocultar segredos do oculto vivido. Anseiar conquistas de batalhas vencidas. Utopias. Apelar. Chorar. Sorrir. Viver . . . . .e Sonhar.
Caminho para casa
Bermuda, chinelos sujos. Na calçada de grandes cidades, às vezes nem sempre grandes, mas digo GRANDES porque assim à denominam; rostos se cruzam, olhares perdidos se encontram. O mesmo menino de bermuda se sente só. Mas, contudo, sem esse olhar perdido. Esse olhar perdido de quem ainda não achou o amor. E o garoto já achou, e está só.
Tarde vai, leva consigo tempo perdido. Noite chega e acalma. Amanhã será um novo dia.