Propósito chegado.
Aguardava o próximo trem na estação 23. Não acreditava naquilo que estava diante do meu olhar. E me aproximando, transbordava - me de alegria que encharcava meus olhos de felicidade, não de lágrimas, que pareciam chamar a atenção de todos. Não me importava. " É o destino, não vê? derramaste o leite do seu copo hoje, e agora 20 minutos atrasados, bum! Tá ali." - assim Suzana diria. Mas que 20 minutos divinos! Estava ali sentado ao banco. Esperando o próximo trem. Tomara que o tomemos juntos. Já pensava em que tipo de abordagem adotar. Hoje não mais deixarei o tempo passar. Sorrisos cruzados. Fim.
Novidade.
Ribeirinho falou - me sobre a personificação de si que o homem põe em tudo que cria. A nova tecnologia avança a idéia de que ninguém é de ninguém. Basta o interesse você vai lá dá duplo clique e pronto. Sem dá satisfação e nem pedir licença aquilo já faz parte de seu acervo pessoal. Salve, salve, a tecnologia, o modernismo e tudo que traz velocidade e movimento. Salve.
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Escrevo, para nunca esquecer aquelas palavras proferidas. Não soaram como uma praga, mas ecoaram por entre o orifícios auriculares, chegando ao âmago eclodindo numa fina dor. Agradeço por ter coração bom. Agradeço por sempre perdoar até aqueles que não o merecem meu perdão. Agradeço por sempre compreender. Mas hoje, agradeço mais ainda por saber escrever e com o ato da escrita, registrar aqui para que não seja esquecido o dia de hoje. Aquelas palavras. Que meu coração, alma e mente não me permitam o perdão. Esta é a praga.